
- Nome comum:Arnica
- Nome latino:Arnica montana
- Onde encontrar:Encontra-se sobretudo nas zonas montanhosas.
- Propriedades:Planta reconhecida pelas suas propriedades anti-inflamatórias, analgésicas e anti-equimóticas.
A Arnica tem tantas propriedades terapêuticas que merece todo o nosso respeito
Os benefícios da arnica são numerosos e conhecidos há muito tempo. Nos Laboratórios Boiron, fazemos tudo o que está ao nosso alcance para os preservar e colocá-los ao serviço da sua saúde — desde o cultivo e a colheita das plantas até à sua transformação em soluções de saúde.
Efeitos terapêuticos conhecidos desde a Antiguidade
A história da arnica está intimamente ligada à da medicina. A sua utilização na farmacopeia remonta à Grécia Antiga, mais precisamente ao século I d.C. A planta que Dioscórides, médico e botânico, designava então por «alcimos» seria a atual arnica-das-montanhas. «Alcimos» significa «salutar».
Desde então, as inúmeras propriedades terapêuticas da arnica fizeram dela uma das plantas medicinais mais utilizadas, nomeadamente para aliviar as dores musculares, graças à sua riqueza em princípios ativos anti-inflamatórios e analgésicos. Mas esta não é a sua única qualidade. Muito pelo contrário, a arnica apresenta muitas outras propriedades. (1)(2)
A Arnica: uma planta com inúmeros benefícios
Os efeitos da arnica são numerosos, uma vez que esta planta contém mais de 150 substâncias terapêuticas ativas. É por isso que, à pergunta «Quando utilizar arnica?», existem várias respostas.
A arnica apresenta três propriedades principais: é anti-inflamatória, analgésica e calmante. É um analgésico natural que ajuda a aliviar as tensões musculares. Pode também revelar-se muito útil para atenuar os hematomas e aliviar as dores articulares e as dores associadas à artrose.
Mas a arnica tem muitas outras propriedades. É também cicatrizante, antioxidante, vasoprotetora e venotónica, entre outras. (3)(4)
A perspetiva da OMS
A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece a utilização tradicional da Arnica no tratamento local da dor e da inflamação provocadas por contusões ligeiras e traumatismos (equimoses, hematomas), bem como no tratamento local de inflamações, picadas de insetos e flebite superficial (presença de um coágulo de sangue numa veia situada sob a pele, como, por exemplo, uma variz). (8)

Onde cresce a Arnica montana?
A Arnica montana, ou arnica-das-montanhas, é uma planta perene que cresce acima dos 800 metros de altitude, em pastagens de média montanha. Quando atinge a maturidade, pode chegar aos 60 cm de altura. As suas flores, por sua vez, têm entre 5 e 6 cm de diâmetro e distinguem-se pela sua cor amarelo-alaranjada. A Arnica montana encontra-se sobretudo na Europa. Em França, cresce em várias regiões montanhosas, nomeadamente nos Pirenéus, no Maciço Central, no Aveyron, nas Ardenas, nos Vosges e nas encostas dos Alpes. (7)
A sustentabilidade das matérias-primas é uma das principais preocupações dos Laboratórios Boiron. Por isso, estamos envolvidos em iniciativas coletivas destinadas a preservar as plantas no seu habitat natural, nomeadamente nos parques dos Vosges e dos Pirenéus.
Alguns exemplos:
- a colheita é exclusivamente manual e realizada apenas em plantas em plena floração;
- é obrigatória uma autorização de colheita, solicitada sistematicamente junto das autarquias, para as plantas silvestres.
Um cultivo responsável
Para proteger ainda mais a Arnica, privilegiamos atualmente a sua produção através de práticas agrícolas responsáveis e, naturalmente, de agricultura biológica. Assim, em 2023, 95% das plantas que utilizámos eram de origem biológica.
Em todas as etapas do cultivo e da colheita da Arnica, tudo é feito para cuidar da planta e da biodiversidade. Para esse efeito, foi definido um caderno de encargos específico, que estabelece, por exemplo, que a colheita deve ser realizada de forma responsável e exclusivamente durante o período de floração, em junho e julho.
Além disso, trabalhamos com parceiros profissionais que partilham a mesma ética de proteção do ambiente, desenvolvimento sustentável e rastreabilidade. É o caso, por exemplo, da família Leduc, produtores de geração em geração, com quem colaboramos com confiança e transparência há quase 30 anos.

Tudo está na planta fresca
Para os Laboratórios Boiron, respeitar a Arnica significa preservar os benefícios dos seus princípios ativos. É por isso que optámos por utilizar exclusivamente plantas frescas, colhidas em flor e inteiras.
Após a colheita, as plantas são transportadas para os nossos laboratórios no prazo de 48 horas. À chegada, são submetidas a controlos rigorosos para verificar a sua qualidade, o teor de humidade e a ausência de radioatividade. As plantas são também sujeitas a análises fitoquímicas.
Se os resultados confirmarem a sua qualidade, pode então iniciar-se a fase de transformação. No final do processo de fabrico, cada lote de extrato obtido é controlado de acordo com as especificações da Farmacopeia Francesa, de forma a garantir a sua qualidade e eficácia.
Descubra as nossas matérias primas
(1) Wichtl M, Anton R. Plantes thérapeutiques. Ed. Tec & Doc – EM inter, 1999, 47-51. Eymard L. –
(2) Arnica montana, de nos grands-mères à nos comptoirs, Thèse pharmacie, Marseille, 2017.
(3) Pinkas M., Pinchon T.M. Arnica montana L. (Asteraceae) ; in Cornillot : Acupunture & Médecine traditionnelle chinoise, Phytothérapie & Aromathérapie, Homéopathie. Ed. Fison-Roche, 1996, 77-83.
(4) Pour les propriétés antioxydantes : Paumier A, Verre J, Tribolo S, et al. Anti-oxidant Effect of High Dilutions of Arnica montana, Arsenicum Album, and Lachesis Mutus in Microglial Cells in Vitro. Dose Response. 2022 Jun 29 ;20(2):15593258221103698.
(5) Pour les lactones : Drogosz J, Janecka A. Helenalin - A Sesquiterpene Lactone with Multidirectional Activity. Curr Drug Targets. 2019;20(4):444-452. .
(6) Pour les flavonoïdes et les acides phénol : Ganzera M et al. Quantitative analysis of flavonoids and phenolic acids in Arnica montana L. by micellar electrokinetic capillary chromatography. Anal Chim Acta 2008; 614: 196–200.
(7) Tutin T.G., Heywood V.H., Burges N.A. et al. (1976) - Flora Europea - Cambridge University Press (G.B.)
(8) Monographie OMS ARNICA – 2007 : https://apps.who.int/iris/bitstream/handle/10665/42052/9789241547024_eng.pdf?sequence=3&isAllowed=y page 89















